A quimera

A quimera
Minha última quimera!

domingo, 23 de setembro de 2012


          Nada tardia, nem a poesia. Licença!!!






... ao que tudo indica, é tempo de me reinventar,
mais uma vez.
e eu questiono se essa coisa que me transforma,
inquieta e faz jogar as certezas pelos ares,
algum dia vai dar descanso, 
porque mudar é inevitável, eu sei.
Mas além de cansar, dói que só...

Uma inocente falta de sensibilidade.


Foi quando você perguntou qual a minha flor predileta
e eu, empolgada, respondi sem pensar: "as onze horas do meu pai!", sem sequer perceber o tamanho da sua decepção...



"Essas insignificâncias que nos sobem às vezes do fundo do passado têm no entanto não sei que aura misteriosa: são como um par de sapatos velhos pintados por Van Gogh."


Charles Bukowski




‎"Quase amanhecendo,
pássaros pretos no fio de telefone
esperando,
enquanto eu como o sanduíche esquecido de ontem
às 6 da manhã, em uma tranquila manhã de domingo.

Um sapato no canto
de pé
o outro posicionado ao seu
lado.

Sim, algumas vidas foram feitas para ser
desperdiçadas."

Coisas Do Coração - Raul Seixas




Quando o navio finalmente alcançar a terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não

Coisas do coração!
Coisas do coração!

Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais

Paixão e nada mais!
Paixão e nada mais!

Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!

Coisas do coração!
Coisas do coração!

sábado, 22 de setembro de 2012

A Hora Do Trem Passar - Raul Seixas



Você tão calada e eu com medo de falar
Já não sei se é hora de partir ou de chegar
Onde eu passo agora não consigo te encontrar
Ou você já esteve aqui ou nunca vai estar

Tudo já passou, o trem passou, o barco vai
Isso é tão estranho que eu nem sei como explicar

Diga, meu amor, pois eu preciso escolher
Apagar as luzes, ficar perto de você
Ou aproveitar a solidão do amanhecer
Prá ver tudo aquilo que eu tenho que saber 

True love...


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Charles Bukowski


"Peguei minha garrafa e fui pro meu quarto. Fiquei só de cueca e deitei na cama. Nada estava em sintonia, nunca. As pessoas vão se agarrando às cegas a tudo que existe : comunismo, comida natural, zen, surf, balé, hipnotismo, encontros grupais, orgias, ciclismo, ervas, catolicismo, halterofilismo, viagens, retiros, vegetarianismo, Índia, pintura, literatura, escultura, musicas, carros, mochila, ioga, cópula, jogo, bebida, andar por ai, iogurte congelado, Beethoven, Bach, Buda, Cristo, heroína, suco de cenoura, suicídio, roupas feitas à mão, voos a jato , Nova York, e aí tudo se evapora, se rompe em pedaços. As pessoas têm de achar o que fazer enquanto esperam a morte.
Acho legal ter uma escolha.
Eu tinha feito a minha escolha. Ergui a garrafa de vodca e dei um vasto gole. Alguma coisa aqueles russos sabiam."


sábado, 8 de setembro de 2012

[ARNALDO JABOR- Crônicas de amor]


Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.


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