A quimera

A quimera
Minha última quimera!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Encontro

Murmuravam pelas frias ruas que essa tal pós-modernidade as vezes nos impõe desafios e facilidades desconcertantes.
Para meu contentamento e perdição, um certo dia, os astros orientaram-se por GPS,
Se alinharam tão direitinho que pude ver e ouvir  a estrela mor de uma constelação tocar violão.
Distância e sensação de presença se emaranhavam o tempo todo,
E tão necessário e prazeroso era fazer contato com aquela estrela do amanhecer ao anoitecer.
E assim, até virada de calendário foi tudo acompanhado de pertinho, mesmo que a distancia.
Até que um dia, a estrela veio repousar no meu quintal. Não era o bairro das Laranjeiras, mas satisfeita sorri, quando aquele corpo celeste pousou ali... tomou um drink lunar, tocou um rock e os meus cabelos, me virou ao avesso...  e achamos cavalos marinhos, poemas sem vinho, e peles em brasa, “Poeira de estrelas, de sexo, ilusão”.
E com a mesma sinergia, disparou de volta para a sua constelação... e eu... contam que todas as noites abro as janelas para conversar com estrelas, muitos me chamam de louca e me perguntam:

- “Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos ‘respondo’: "Amai para entendê-las! 
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".


O que irá assuceder por diante? Só os astros saberão!!!



Os: trecho da XIII estrofe do poema a via láctea do poeta Olavo Bilac.








Meu quintal, 04 de janeiro de 2017.

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